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NEWS - MARÇO DE 2002
Jornal do Comércio, 20 de março 2002, Quarta-feira Panorama Astrid Lisenmayer lança seu novo livro
Astrid Linsenmayer inaugura individual na Garagem de Arte ( Luciana de Abreu, 450 ) hoje ás 19 horas, reunindo esculturas de médias e grandes dimensões, algumas criadas em bronze, outras com madeiras garimpadas no litoral gaúcho catarinense. dez acrílicos sobre tela nas temáticas pastoril e de anjos amparadores, recorrentes na trajetória da artista, completam a coleção. Na mesma oportunidade, haverá sessão de autógrafos do livro de sua autoreia, Só Benefícios (Ed.Evangraf). Ilustrado com desenhos da própria Astrid, o livro traz relatos de suas vivências espirituais, com apresentação do poeta Armindo Trevisan.
Zero Hora, 02 de Março de 2002, sábado Segundo Caderno / capa e pág. central. Jornalista: Eduardo Veras Foto: Ricardo Chaves/ZH Uma Sala Muito Especial A Pintora gaúcha Karin Lambrecht, 45 anos, terá uma sala especial na 25ª Bienal Internacional de São Paulo, a Partir do Próximo dia 23, no Parque do Ibirapuera, na capital paulista. Não é pouca coisa. As salas especiais da bienal - terceira maior exposição de arte do mundo - estão reservadas para artistas consagrados, no auge da carreira.Além da pintora porto-alegrense, apenas outros dois brasileiros terão direito a uma sala deste tipo: os paulistas Nelson Leirner e Varlos fajardo. Antes dela, em 50 anos de Bienal, um único gaúcho havia merecido a distinção: Iber6e Camargo, em 1994, aos 79 Anos. Segue a entrevista concedida pela pintora ao jornal Zero hora publicado em 2 de Março de 2002 ZH- Por que você pinta? Karin - É difícil responder. Tem várias respostas. Acredito no fundo que é uma necessidade. Às vezes me pergunto por que a gente pinta e não pára de pintar. Todos os dias tenho que vir a esse lugar, me isolar do resto e ficar trabalhando na pintura. Não quer dizer que eu pinte todos os dias. Mas penso nisso. Se viajo e sei que vou para um lugar onde há espaço, levo uma tela junto. Pode haver mil razões intelectuais, mas a principal é essa: há uma vontade, uma necessidade. Não adianta esperar algo vir de fora. O estímulo não é externo, é interno. ZH - Como você trabalha? Karin - Quando começo, parece que tenho de me adonar da tela. Começo só com água, sem nenhuma preparação prévia. As telas vêm da fábrica com uma cola, eu jogo água e me movimento com isso. Tem a ver com o corpo. Para pintar, tu precisas do teu corpo. Como tem aquela goma na tela, a água vai fazendo marcas, manchas. Há linhas que se criam. Considero isso o começo da pintura. Às vezes, escrevo certas palavras na tela. São referências minhas: Depois risco. Ai começo a trabalhar com a mancha, apago, volto, passo por cima. É uma construção. As vezes acho que é como um caderno de anotações. Vou riscando, escrevendo, anotando. Sempre sobrepondo. Mesmo a eliminação fica ali. Ela não desaparece totalmente. ZH - O que você costuma escrever nas pinturas? Karin - Tem -palavras que eu gosto mais. "Fluxo de energia", por exemplo. Nomes de pessoas, "Encarnação", "Corpo", "Pintura". ZH - Que materiais você usa? Karin - Hoje em dia, só terra, terra misturada com base acrílica transparente. Desenvolvi urna técnica própria, já consigo dosar e fixar. Às vezes, uso também lápis pastel e fios de cobre. Você pode dizer que as minhas pinturas são da família dos acrílicos. A terra serve de pigmento. Entre os pigmentos, a terra é considerada como um dos mais resistentes à luz. Às vezes pode desagregar um pedaço. más para mim tudo isso está incorporado. Existe isso. Não acho que a tela tenha de -se conservar ipsis litteris como eu entreguei, Acho que certos materiais continuam trabalhando. Isso está impregnado, incorporado na memória do trabalho. Zero Hora, 11 de Março de 2002, segunda-feira Segundo Caderno / pag. 2 Jornalista: Fernanda Zaffari Foto: Guaracy Andrade/ZH Encontro de estrelas
Criatura e criador, Xico Stockinger, na abertura da sua exposição no Moinhos Shopping, em Porto Alegre.
Convite Cultural
O Desenhista Paulo Peres está expondo diversas de suas obras, com o apoio do espço SESC de Artes Plásticas. A visitação vai até 12/04/2002, na Galeria de Artes SESC. Av. Alberto Bins, 665, 2º Andar Zero Hora, 02 de Março de 2002, sábado AS ORIGENS DO RIO GRANDE Estréia dia 9 de março, às 12h20min, na RBS TV, Continente de São Pedro, que vai mostrar como surgiu o Rio Grande do Sul, de seus primeiros habitantes até a formação de Porto Alegre. Dividida em 13 episódios, a série reúne informação e entretenimento, a partir do argumento escrito pelo jornalista Carlos Urbim. Os episódios são dirigidos por Beto Souza, Cristiano Trein, Roberto Tietzmann e Hique Montanari, com trilha sonora original de Geraldo Flach e narração de João Batista Diemer.O episódio de estréia da série é A Aurora do Rio Grande, dirigido por Roberto Tietzmann. Você sabia que as araucárias são contemporâneas dos dinossauros? No Estado, há registros de animais que são a separação entre os descendentes de répteis e mamíferos. O telespectador será levado a uma jornada de milhões de anos. A história natural do Rio Grande começou a se formar muito antes do que se imagina. Depoimentos de especialistas, como os geólogos Rualdo Menegat, Jorge Alberto Villwock, Tânia Dutra e Michael Holz, o paleontólogo Jorge Ferigolo, o professor César Leandro Schultz e o Padre Daniel Cargnin, estudioso de animais e vegetais fósseis, costuram o programa, que tem participação especial da atriz Carmen Silva. Continente de São Pedro ganha reapresentação na TVCOM hoje, às 21h30min, e amanhã, às 14h10min e 18h. 9/3 - OS PIONEIROS • Os índios, primeiros habitantes do Estado, estão em destaque neste episódio. Direção de Roberto Tietzmann. 16/3 - SOB OS OLHARES DE TODOS • 0 episódio contará a chegada dos primeiros europeus e a primeira geração de jesuítas, no século 17. Direção de Roberto Tietzmann. 23/3 - UM SONHO AO SUL DO MUNDO • A fundação dos Sete Povos das Missões (foto) e o apogeu da experiência jesuítica são o tema do episódio. Direção de Roberto Tietzmann. 30/3 - A GUERRA DOS MUNDOS • A Guerra Guaranítica e o surgimento do herói Sepé Tiaraju `estão em destaque. Direção de Roberto Tietzmann. 6/4 - OS TROPEIROS • 0 que aconteceu depois que os jesuítas voltaram para a Espanha, e os tropeiros passaram a demarcar caminhos com suas carretas, Direção de Hïque Montanari. 13/4 - A ESCRAVATURA • A partir de 1750, em torno da futura Pelotas, nas margens . do Canal de São Gonçalo, nasceram as charqueadas. Direção de Hique Montanari. 20/4 - AS CHARQUEADAS • No auge das charqueadas, a Região Sul atraía criadores, invernadores e tropeiros. Pelotas era o principal reduto campeiro e promovia a maior feira de gado da Província. Direção de Beto Souza. 27/4 - A COLÔNIA DE SACRAMENTO • 0 episódio trata das Províncias do Rio da Prata - depois Uruguai e Argentina-e da fundação da Colônia de Sacramento. Direção de Beto Souza. 4/5 E 11/5 - OS LIMITES DO CONTINENTE • Como ficou a região do Prata, com a independência do Uruguai e da Argentina, que viraram repúblicas, é o tema deste capítulo. Direção de Beto Souza. 18/5 - A CHEGADA DOS AÇORIANOS • A imigração de casais trazidos do arquipélago dos Açores. Os primeiros núcleos de açorianos estavam em torno de Laguna. Direção de Cristiano Trein. 25/5 - A FUNDAÇÃO DE PORTO ALEGRE • 0 programa trata da chegada das primeiras levas de casais açorianos e da elevação do povoamento na beira do Guaíba à categoria de freguesia desmembrada de Viamão. Direção de Cristina Trein. Porto Alegre, 04 de Março de 2002, segunda-feira CONTINENTE DE SÃO PEDRO
Iniciou neste sábado dia 2 de março, na RBS TV, a série de programas CONTINENTE DE SÃO PEDRO.
Será sempre no horário das 12:30. Conta a história do Rio do Rio Grande do Sul - e os programas irão acontecer até maio. Danúbio Gonçalves será um destaque especial como convidado e mostrará seu trabalho AS XARQUEADAS. Este trabalho foi foco do Clube da Gravura. AS XARQUEADAS ilustram algumas páginas do livro DANÚBIO GONÇALVES CAMINHOS E VIVÊNCIAS. A série XARQUEADAS de xilogravuras foram reeditadas pelo artista e estão no acervo da GARAGEM DE ARTE. |